Ensaio Brasilia - DF

Une nuit pour toujours.

“Somos todos surrealistas”, diria Salvador Dali. E o mestre tem razão, pois ninguém sabe o que vai por dentro das cabeças alheias. Uma cadeira pode ser um quatro invertido, numa mente viajando.

O fotógrafo registra o que vê, e geralmente o faz na esperança de que o seu trabalho fique nos anais da História. Com efeito, desde a invenção da fotografia temos a oportunidade de dar uma espiadinha no passado. O trabalho dos colegas é de importância vital para a compreensão – ou quase – dos fenômenos aos quais estavam submetidos os nossos antepassados. Novamente, o exame acontece dentro do cérebro de cada um. Só que a Fotografia, com F maiúsculo, abriu uma porta larguíssima para os criativos da imagem. Os efeitos de iluminação, o posicionamento dos modelos e, enfim, o manuseio dos elementos que comporão a obra gráfica geraram uma arte nova, destacada do simples registro do cotidiano.

É a este trabalho que me proponho como artista, e venho lhe expor a partir de agora.